Por que é tão difícil avaliar desempenho da rede hospitalar? - 2iM Inteligência Médica

Por que é tão difícil avaliar desempenho da rede hospitalar?

Por que é tão difícil avaliar desempenho da rede hospitalar?

Porque é tão difícil avaliar desempenho da rede hospitalar?

A 2iM Inteligência Médica alcançou o primeiro lugar na submissão de artigo científico para a Sessão Poster do 6º CONAHP. Sob o título “Avaliação de desempenho da rede hospitalar de uma operadora de saúde: por que é tão difícil?”, o estudo avaliou o desempenho de 9 hospitais de uma operadora a partir de um conjunto mínimo de dados contendo 6.320 saídas. As ferramentas utilizadas para análise foram o sistema GPS.2iM© da própria 2iM e o agrupador APR-DRG da empresa 3M-HIS. Como resultado, evidenciou-se que 47,6% da amostra não pode ser agrupada por falta de codificação, e em função disso, 90% dos procedimentos apresentaram baixo índice de severidade e complexidade. O que demonstra que somente com transparência na troca de informações entre prestador e pagador será possível estabelecer programas de qualificação e novos modelos de remuneração. Os detalhes do estudo são apresentados a seguir.

 

1. Introdução

A avaliação da qualidade dos serviços prestados pelas redes de atenção é apontada como imprescindível para aumentar a efetividade e a pertinência do cuidado, direcionando recursos financeiros e definições de novas estratégias. No ambiente hospitalar se concentram os maiores custos e complexidades, sendo recorrentes os esforços para desenvolver metodologias que garantam a transparência nos gastos, o controle dos custos, e principalmente na prestação de cuidados baseados em valor.

 

2. Desenvolvimento

O estudo apresenta prova de conceito para avaliação de desempenho de 9 hospitais de uma operadora de saúde utilizando as informações que são enviadas normalmente para o pagador aplicando ferramentas de análise de performance e de qualidade elencando os indicadores possíveis a partir da completude do Conjunto Mínimo de Dados (CMD) presente nas guias TISS e no sistema da operadora. As ferramentas utilizadas foram o sistema GPS.2iM© da empresa 2iM e o agrupador APR-DRG (Figura 1) da empresa 3M-HIS.

Figura 1

Figura 1

 

3. Resultados

A análise preliminar demonstrou um importante número de casos (47,6%) não agrupáveis por ausência de codificação adequada de diagnósticos e procedimentos, conforme figura 2, e, em função desse fato apresentaram um baixo índice (mais de 90%) de severidade (complexidade), conforme figura 3, por conta da insuficiência das informações presentes no CMD, subclassificando a complexidade dos casos atendidos pelos hospitais.

Figura 2

Figura 2

 

Figura 3

Figura 3

 

Figura 4

Figura 4

 

4. Conclusão

A padronização dos documentos de alta enviados para as operadoras e o aprimoramento da qualidade da codificação com a criação de programas de Qualidade em Documentação Clínica e incorporação dos dados necessários para o agrupamento dos pacientes nas guias de resumo da alta TISS, permitirá a utilização dos sistemas agrupadores (como o DRG) para ajustar o risco dos pacientes e geração dos indicadores básicos de qualidade e performance dos hospitais, como tempo de permanência, mortalidade, reinternações e eventos adversos. Para avaliação completa da qualidade do hospital, recomenda-se a aplicação integral de metodologias como GPS.2iM© (Figura 5) onde indicadores de estrutura, eficiência e efetividade, compõem um Índice de Performance ou Qualidade. Somente com a transparência na troca de informações entre o prestador e o pagador, será possível estabelecer programas de qualificação da rede e novos modelos de pagamento baseados em qualidade, performance ou valor.

Figura 5

Figura 5

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