Indicadores de desempenho hospitalar: por que monitorar? - 2iM Inteligência Médica

Indicadores de desempenho hospitalar: por que monitorar?

Indicadores de desempenho hospitalar: por que monitorar?

Indicadores de Desempenho Hospitalar

A busca pela excelência na qualidade dos serviços prestados na atenção à saúde exige avaliar o desempenho de processos assistenciais e administrativos que compõem a cadeia do cuidado. A avaliação de desempenho de instituições e grupos de profissionais só é possível mediante análise de indicadores. Segundo o modelo GPS.2iM©, esta análise da qualidade deve ser multidimensional onde os indicadores estejam agrupados dentro dos seguintes domínios: estrutura, eficiência, efetividade e experiência do paciente.

Especificamente, resultados apontados nos indicadores de eficiência e efetividade possibilitam que os gestores das instituições aumentem sua produtividade, apliquem de forma mais eficaz seus recursos, identifiquem, continuamente, oportunidades de melhoria, e principalmente, reconheçam qualidade nos atendimentos.

Eficiência está relacionada aos processos, custos e utilização dos recursos da instituição. Já Efetividade se refere à indicadores de resultado ou desfechos intermediários e finais decorrentes do cuidado à saúde.

Dados confiáveis e disponíveis é o que torna os indicadores viáveis para tomadas de decisão baseadas em evidências. Além disso, a qualidade e a comparabilidade dos indicadores de saúde dependem da aplicação sistemática de definições operacionais e de procedimentos padronizados de medição e cálculo.

Essencialmente são os sistemas de informação em saúde que instrumentalizam e apoiam a implementação de indicadores da área de saúde. Dentro desse contexto, a Organização Mundial de Saúde (2015) ressalta que a importância dos Sistemas de Informação em Saúde consiste na produção de informação, avaliação de desempenho e orientação.

Através das dezenas de hospitais que utilizam a solução GPS.2iM©, foi possível elencar alguns indicadores comumente utilizados para avaliar o desempenho de seus médicos e equipes. Este estudo levou em consideração os últimos 5 anos de cálculos e benchmarks, para 1,5 milhões de dados analisados em aproximadamente 75 mil contas de internação. Estes indicadores atualmente avaliam cerca de 40 mil médicos. Neste post apresentaremos os indicadores de efetividade mais recorrentes.

Média de Permanência

Avalia o tempo que o paciente permanece internado e está associado às boas práticas clínicas. Segundo a ANS (2013) o leito hospitalar deve ser gerenciado como um recurso caro e complexo, que deverá ser utilizado de forma racional e com a indicação mais apropriada, de forma a estar disponível para indivíduos que necessitem desse recurso para recuperação da saúde. Quando esta análise é sob a perspectiva do hospital ou do pagador, este indicador é um indicador de eficiência, no entanto, quando a perspectiva for do paciente, ele é considerado um indicador de efetividade.

Mortalidade Cirúrgica

Avalia a relação percentual entre o número de óbito intra-hospitalar em até 7 dias após procedimentos cirúrgicos. Este indicador é dependente de fatores como condições fisiológicas do paciente no pré-operatório, tipo de atendimento, caráter da admissão (urgência/emergência/eletivo), experiência das equipes, desempenho da instituição e principalmente da qualidade interdisciplinar das equipes.

Mortalidade Geral

Expressa o percentual de óbitos em relação ao total de pacientes atendidos em determinado período. A grosso modo representa o risco de óbito a que está submetida a população atendida na instituição.

Reinternação em 30 Dias

Calcula o percentual de reinternação em até 30 dias de pacientes após a alta hospitalar para os casos que tenham correlação com o internamento anterior. As readmissões são classificadas em planejadas, necessárias para continuidade da avaliação e tratamento, e as eventuais, divididas em evitáveis e não evitáveis. Ressaltando que quanto menor o intervalo entre a primeira admissão e a readmissão, maior a possibilidade do retorno pela complicação ter sido potencialmente evitável.

Taxa de Infecção em Cirurgia Limpa

Analisa o percentual de infecções em sítio cirúrgico, em cirurgias limpas, isto é, com baixo potencial de contaminação. A ocorrência de uma infecção de sitio cirúrgico pode ter consequências clínicas que variam desde inflamações leves e insignificantes até dor e sofrimento consideráveis, deiscência de ferida, sepse e até mesmo a morte. Muitas vezes é necessário reoperar o paciente e prolongar a internação.

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